quarta-feira, 12 de outubro de 2011

O presente das nossas crianças

Sempre que começo a escrever sobre o capitalismo me sinto um ET, um ser de outra galáxia que acaba de pousar neste planetinha minúsculo perdido no meio da Via Láctea, pois a inevitabilidade do sistema, a crença messiânica em que representa o fim da história, a constatação resignada de que não haveria outro caminho, tudo isso deixa um travo na boca, um aperto no coração, a sensação de que a humanidade está condenada a se tornar mero alimento do capital. E todos sabem como os alimentos terminam…
Pensamos assim, que o homem é que possui a riqueza material e não o contrário apesar de que, em verdade, não percebemos quem possui a quem. Não conseguimos identificar a verdade imutável de que é o capital que possui o homem apenas porque, desde crianças, somos doutrinados a vê-lo em ação como se fosse manifestação de amor, de carinho, de desvelo, de doação àqueles que, por razões menos altruístas e mais do que tudo sociais, temos a obrigação social, moral e até genética de cuidar até que se possam cuidar sozinhos.
Tudo começou nas últimas décadas do século XX, quando o salto tecnológico da humanidade alcançou as raias do impossível e, de lá para cá, as mídias passaram a construir seres que podem ser teleguiados por corporações, se não nos valores fundamentais como religião ou política, ao menos no instintivo, onde o desejo de consumir é alimentado graças a mensagens subliminares que a comunicação nos implanta no quadrante inconsciente das personalidades. Leia mais no Blog da Cidadania.



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