quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Desabafo de de Kertz e Lucio Vieira alvejou ACM Neto

A irritação do radialista Mário Kertész, pré-candidato do PMDB a prefeito, e do presidente estadual do partido, Lúcio Vieira Lima, em relação à demora das oposições em definir o nome à sucessão do prefeito João Henrique (PP) tem endereço certo. Apesar de nenhum dos dois terem nominado o alvo – exatamente para evitar que o conflito tome proporções incontornáveis – ele é o deputado federal ACM Neto, do DEM.
A suposta hesitação de ACM Neto entre ser ou não candidato estaria na base do “desabafo” que Kertész fez em seu blog, secundado por declarações de Lúcio Vieira Lima hoje à Tribuna da Bahia cobrando uma definição das forças oposicionistas. O clima teria piorado na semana passada, depois que o democrata foi à Lavagem do Bonfim e acabou declarando que sua candidatura à Prefeitura de Salvador estava mantida.
“ACM Neto não sabe o que quer. Uma hora diz que nãoé candidato, na outra, o contrário. Assim, ninguém aguenta”, desabafa um jornalista que foi sondado pela equipe de Mário Kertész para tocar sua campanha à Prefeitura. Em síntese, ele repete os argumentos que, aqui e ali, têm sido apresentados pelos peemedebistas a cerca do que consideram vantagens da escolha do nome do radialista pelo grupo oposicionista.
“Kertész tem apoio, inclusive, financeiro, o que os demais não têm. O que é que eles querem?”, completa a mesma fonte, em tom desaforado, lembrando que o PMDB tem ainda tempo na TV e uma chapa “robusta” de candidatos a vereador, do que ACM Neto carece. “Ele vai sair com quem? Com a Mulher Maravilha e o Anão Sacana?”, questiona, numa referência, também sacana, aos principais candidatos a vereador do DEM.
Além disso, observa, caso apóie o democrata, o PMDB ficaria em maus lençóis no plano nacional, já que o partido integra a base de apoio da presidente Dilma Rousseff (PT) e ACM Neto é o líder da oposição no Congresso ao governo dela. Outro argumento: a candidatura de Kertész poderia também mobilizar expressões nacionais do PMDB, como o vice-presidente da República, Michel Temer, o que não ocorreria com ACM Neto.
Quanto a Antonio Imbassahy (PSDB), o outro nome das oposições que aparece no cenário soteropolitano, os peemedebistas dizem que o tucano tem sinalizado com mais clareza a possibilidade de uma composição com eles. Tanto que mantém contatos com o grupo com frequência, num indicativo de que quer contribuir com a chapa das oposições. “ACM Neto vai querer sair (a prefeito) para quê? Se perder agora, se inviabiliza para 2014″, argumenta.Fonte:Politica Livre

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