A irritação do radialista Mário Kertész, pré-candidato do PMDB a prefeito, e do presidente estadual do partido, Lúcio Vieira Lima, em relação à demora das oposições em definir o nome à sucessão do prefeito João Henrique (PP) tem endereço certo. Apesar de nenhum dos dois terem nominado o alvo – exatamente para evitar que o conflito tome proporções incontornáveis – ele é o deputado federal ACM Neto, do DEM.A suposta hesitação de ACM Neto entre ser ou não candidato estaria na base do “desabafo” que Kertész fez em seu blog, secundado por declarações de Lúcio Vieira Lima hoje à Tribuna da Bahia cobrando uma definição das forças oposicionistas. O clima teria piorado na semana passada, depois que o democrata foi à Lavagem do Bonfim e acabou declarando que sua candidatura à Prefeitura de Salvador estava mantida.
“ACM Neto não sabe o que quer. Uma hora diz que nãoé candidato, na outra, o contrário. Assim, ninguém aguenta”, desabafa um jornalista que foi sondado pela equipe de Mário Kertész para tocar sua campanha à Prefeitura. Em síntese, ele repete os argumentos que, aqui e ali, têm sido apresentados pelos peemedebistas a cerca do que consideram vantagens da escolha do nome do radialista pelo grupo oposicionista.“Kertész tem apoio, inclusive, financeiro, o que os demais não têm. O que é que eles querem?”, completa a mesma fonte, em tom desaforado, lembrando que o PMDB tem ainda tempo na TV e uma chapa “robusta” de candidatos a vereador, do que ACM Neto carece. “Ele vai sair com quem? Com a Mulher Maravilha e o Anão Sacana?”, questiona, numa referência, também sacana, aos principais candidatos a vereador do DEM.
Além disso, observa, caso apóie o democrata, o PMDB ficaria em maus lençóis no plano nacional, já que o partido integra a base de apoio da presidente Dilma Rousseff (PT) e ACM Neto é o líder da oposição no Congresso ao governo dela. Outro argumento: a candidatura de Kertész poderia também mobilizar expressões nacionais do PMDB, como o vice-presidente da República, Michel Temer, o que não ocorreria com ACM Neto.Quanto a Antonio Imbassahy (PSDB), o outro nome das oposições que aparece no cenário soteropolitano, os peemedebistas dizem que o tucano tem sinalizado com mais clareza a possibilidade de uma composição com eles. Tanto que mantém contatos com o grupo com frequência, num indicativo de que quer contribuir com a chapa das oposições. “ACM Neto vai querer sair (a prefeito) para quê? Se perder agora, se inviabiliza para 2014″, argumenta.Fonte:Politica Livre
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